quinta-feira, 22 de novembro de 2012

BACH, CARL PHILIPP EMANUEL (1714-1788)


ALEMÃO – ERA CLÁSSICA

Segundo filho de Johann Sebastian Bach e Maria Barbara Bach, Carl Philipp Emanuel nasceu em Weimar no dia 08 de março de 1714 e faleceu em Hamburgo no dia 15 de dezembro de 1788. É considerado o fundador e precursor do estilo clássico.

Aos 10 anos ingressou na Escola de São Tomás, em Leipzig, onde seu pai, em 1723, havia tornado-se kantor e continuou sua educação como estudante de jurisprudência nas universidades de Leipzig (1731) e Frankfurt der Oder (1735). Em 1738 graduou-se, mas logo decidiu abandonar essa carreira e devotar-se inteiramente à música.

Alguns meses depois, conseguiu um emprego a serviço do príncipe herdeiro da Prússia e, com sua subida ao trono em 1740, tornou-se membro da casa real. Carl Philipp era, nessa época, um dos mais habilidosos e reconhecidos cravistas da Europa e suas composições que datam de 1731, incluíam cerca de 30 sonatas e peças para esse instrumento.

Sua reputação foi consolidada por duas séries de sonatas que dedicara respectivamente a Frederico, o Grande e para o grão duque de Württemberg. Em 1746 foi promovido ao posto de músico de câmara e, por vinte e dois anos, dividiu com Carl Heinrich Graun, Johann Joachim Quantz e Johann Gottlieb Naumann o auxílio contínuo ao rei.

Durante o período em que morou em Berlim, escreveu um Magnificat no qual aparecem traços da influência de seu pai; uma cantata de Páscoa; várias sinfonias; três volumes de canções e algumas cantatas seculares. Seu trabalho concentrou-se no cravo para o qual compôs cerca de 200 sonatas e outros solos, incluindo o conjunto Mit veränderten Reprisen (1760-1768). Tornou-se conhecido pelos críticos europeus pela sua Versuch über die wahre Art das Clavier zu spielen, uma obra sistemática e magistral que, em meados de 1780, chegou à terceira edição e que serviu de base para a elaboração dos métodos para piano para Muzio Clementi e Cramer.
Em 1768, sucedeu Georg Philipp Telemann como Kapellmeister de Hamburgo e, em conseqüência de seu novo ofício, passou a dedicar mais atenção à música sacra. No ano seguinte, produziu seu oratório Die Israeliten in der Wüste, uma composição memorável não só por sua beleza, mas também pela semelhança com o oratórioElijah de Felix Mendelssohn. Entre 1769 e 1788 escreveu mais de 20 peças para a Paixão e cerca de 70 cantatas, litanias, motetos e outras obras litúrgicas. Sua composição instrumental foi influenciada por Joseph Haydn.
Durante a segunda metade do século XVIII, a reputação de C.P.E.Bach permaneceu muito alta. Wolfgang A.Mozart disse a seu respeito: “Ele é o pai, nós somos os filhos”. Ludwig van Beethoven também expressou cordial admiração e respeito a ele. Isso é devido, principalmente, às suas sonatas para cravo, que marcam uma época importante na história da forma musical. Foi, provavelmente, o primeiro compositor a fazer uso livre da harmonia e faz parte do grupo dos pioneiros da primeira Escola Vienense. Pode-se lhe atribuir, embora não exclusivamente, a elaboração da sonata-forma, que será o principal recurso de composição do classicismo vienense.


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