quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Festival de jazz gratuito vai ganhar as ruas do Leblon



 Ed Motta é a principal atração de evento que trará Mulatu Astatke ao Rio.

Ah, o Leblon. Praia, glamour, o Jobi, IPTU extorsivo... Só faltava o jazz, que chegou há cinco anos à Rua Dias Ferreira. Mas música instrumental se cria no meio da rua? Robson Nacif, da organização do Leblon Jazz Festival, cuja sexta edição começa hoje, garante que agora, sim.
— Nossa intenção era formar um público — diz ele. — Acho que hoje já temos uma plateia cativa.
O festival chegou a anunciar uma lenda, o multi-instrumentista etíope Mulatu Astatke, de 69 anos, mas ele acabou adiando sua vinda.
— Mulatu tem uma turnê marcada para a Europa e a Ásia — conta Robson. — Ele viria ao Rio antes, mas sua produção preferiu preservá-lo de tantas viagens. Ele confirmou sua vinda no dia 20 de janeiro, feriado de São Sebastião, quando teremos uma edição especial do festival na Praia do Leblon.
Sendo assim, o Leblon Jazz Festival começa hoje, às 21h, no Vizta, no hotel Marina Palace, com o pianista Gilson Peranzzetta. Amanhã, às 22h, o festival chega ao Esch Café, com a apresentação de Dino Rangel (guitarra) e Marcel Powell (violão).
O festival em sua faceta tradicional, de shows gratuitos, acontece no sábado, a partir das 13h, quando um cortejo musical liderado pela Monte Alegre Hot Street Band percorrerá toda a Rua Dias Ferreira, onde estará o palco.
— Os músicos têm a missão de arregimentar o público pelas ruas — empolga-se o produtor.
As apresentações começam em seguida, com o saxofonista Joel Ferreira e seu quarteto, que terão como convidados o violoncelista Lui Coimbra e a rapper gaúcha Lica Tito. Em seguida, tocam o grupo mineiro Dibigode Instrumental, o carioca Bondesom, o Iconili, também mineiro, e o carioca Afro Jazz.
Na ausência de Mulatu, o festival arrumou um show raro, de um artista pouco frequente nos palcos: Ed Motta reunirá uma banda para tocar “The Dwitza Project”, show que reúne seus dois discos instrumentais, “Dwitza”, de 2002, e “Aystelum”, de 2005.
— É um show que me leva a um transe — define Ed, que tocará teclados à frente de um sexteto. — É muito mais fácil do que tocar música pop.
O transe instrumental está marcado para as 20h30m.


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